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17 de Junho de 2024 - 

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STF promove manhã de diálogo com influenciadores em parceria com o TikTok

O Supremo Tribunal Federal (STF) promoveu, em parceria com o TikTok, uma manhã de rodas de conversa com a temática “A Justiça falando a sua língua”. A iniciativa, ocorrida nesta quinta-feira (23), no Sesi Lab, em Brasília, visou aproximar a justiça da sociedade, por meio de discussões com 14 influenciadores.O diálogo entre juristas e criadores de conteúdo digital refletiu sobre linguagem, seus usos e suas formas de aproximação ou distanciamento com a sociedade. E, ainda, sobre como o direito, embora se valha de técnicas específicas, tem o papel de mediar as relações da sociedade, a partir de regras que alcançam e impactam a todos.O debate foi pautado em formas de possibilitar a aproximação da linguagem jurídica da linguagem simples. “A proposta deste encontro é aproximar a Constituição e o Supremo das pessoas que estamos servindo. Por isso, precisamos conversar com quem conversa com a sociedade”, disse Aline Osorio, secretária-geral do STF, na abertura do evento. Ela falou ao lado de Fernando Gallo, diretor de Políticas Públicas do TikTok no Brasil.Primeira rodadaA primeira roda de conversa, intitulada “Comunicar para educar: como aproximar a justiça das pessoas”, teve a participação do presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, e do professor e influenciador João Luiz Pedrosa.Gabriela Prioli, mediadora dos debates, iniciou a primeira rodada falando que o mundo jurídico precisa aprender a falar as línguas – no plural – das pessoas, “porque o Brasil é perso”. Além disso, observou que o direito serve à mediação das relações e, portanto, precisa ser compreendido. “Quando somos propositalmente inacessíveis às pessoas, esse é um ato violento”, opinou.Para o ministro Barroso, além da linguagem simples e da objetividade, é preciso que o Judiciário não tema as inovações. "As inovações são as plataformas digitais, e nós temos que nos empenhar para que elas operem numa trilha civilizatória – e não numa trilha de ódio, de maledicência e de desinformação. Portanto, estar aqui é uma forma de nos adaptarmos a uma nova linguagem, um novo meio de comunicação, junto a pessoas que influenciam a juventude", disse o ministro, destacando uma das finalidades do Pacto Nacional da Linguagem Simples.João Pedrosa, professor, ex-BBB e criador de conteúdo no TikTok, tratou de como a experiência pública das redes sociais afeta a realidade. Falou de sua vivência durante a pandemia e de como a internet, embora democratize o conteúdo, ainda não é acessível a todos. Como professor, ele entende que o ambiente acadêmico, bem como o STF, precisa aproximar a ciência das pessoas comuns. “O conhecimento também precisa ser democratizado. Não podemos subestimar o potencial que a internet tem”, observou.Segunda rodada“Direitos e cidadania: como a justiça impacta a sua vida” foi o tema da segunda parte das conversas, que contou com a participação do ministro Flávio Dino, do STF, e da influenciadora e advogada especialista em crimes de gênero Fayda Belo.Ao tratar de sua experiência de influenciadora e dos motivos que a levaram a explicar o direito, de forma clara e objetiva, nas redes sociais, a advogada compartilhou com a audiência como ingressou no universo das plataformas digitais. Ela passou a produzir conteúdos depois que ajudou uma pessoa a entender que estava sendo vítima de um crime. “As pessoas são vítimas de crime, mas não sabem. O vídeo [com a explicação] viralizou, porque não usei linguagem rebuscada. A linguagem não deve excluir, mas incluir, porque o direito é de todo mundo”.O ministro Flávio Dino observou que o desafio da comunicação sempre estará presente na atividade do judiciário, na medida em que o juiz necessita de certo distanciamento que o possibilite observar os dois lados. "Tradicionalmente, o Judiciário sempre foi o mais distante dos poderes e assim sempre será por conta do seu papel. O juiz tem mais casos do que causas – e eu tenho as minhas, uma delas é a educação. Mas não posso ter uma visão que me impossibilite de escutar a outra parte, senão não posso ser juiz". Contudo, tomar distância não significa não se fazer entender. “A comunicação é um critério de legitimação. Por isso, é preciso explicar o direito, especialmente aquilo que não conseguimos fazer”.VisitaÀ tarde, os 14 influenciadores visitaram o prédio do Supremo e acompanharam a primeira parte da sessão plenária. A proposta é que conheçam um pouco da história da Corte e o seu funcionamento. Integram o grupo Andressah Catty, Cristian Wari’u, Fayda Belo, Gabriela Prioli, Ivan Baron, Janaína Bastos, Jerson filho, Júlia Costa, João Luiz Pedrosa, João Pedro Rangel, Kleiton Ferreira, Patrícia Shimano, Thiago Gomide e Victor Marinho. Juntos, totalizam 14.872 milhões de seguidores no TikTok.
23/05/2024 (00:00)
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