Quarta-feira, 
07 de Outubro de 2026 - 

Consulte Os Seus Processos

Insira seu usuário e senha para acesso ao software jurídico
Usuário
Senha

Notícias

Judiciário intensifica preparação para Copa do Mundo Feminina de 2027

A pouco mais de oito meses do apito inicial da Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027, o Poder Judiciário intensifica a preparação para atuar nas oito cidades brasileiras que receberão partidas da competição. Segurança dos torcedores, resposta rápida a ocorrências, combate à violência contra a mulher e padronização da atuação dos Juizados do Torcedor estão entre os pontos acompanhados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelos tribunais dos estados-sede. Nesta quarta-feira (7/10), o coordenador do Grupo de Trabalho Paz nas Arenas, conselheiro Paulo Regis Botelho, cumpre agenda em Belo Horizonte para acompanhar a atuação do Judiciário mineiro e alinhar medidas voltadas a grandes eventos esportivos. A capital de Minas Gerais, onde o Mineirão receberá oito partidas da Copa, é uma das cidades que integram a agenda de preparação para o torneio. A programação no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) reunirá integrantes do GT Paz nas Arenas e representantes do Grupo Nacional de Coordenadores de Centros de Apoio Operacional Criminal (GNCOVE). Ao lado do também conselheiro do CNJ Rodrigo Badaró, Paulo Régis receberá as conclusões dos trabalhos desenvolvidos pelos dois grupos. A equipe do CNJ também está deve fazer uma visita técnica ao Mineirão para conhecer as instalações do Juizado do Torcedor e acompanhar a atuação integrada de magistrados, Ministério Público, Defensoria Pública, Polícia Civil, Polícia Militar e demais integrantes da operação durante partida de futebol entre Cruzeiro e São Paulo. Juizados do Torcedor A agenda dá continuidade à implementação da Resolução CNJ n. 662/25, que estabeleceu parâmetros nacionais para o funcionamento dos Juizados Especiais do Torcedor e dos Grandes Eventos. O GT Paz nas Arenas reúne representantes de tribunais e de outras instituições para compartilhar experiências e buscar a padronização de procedimentos de prevenção à violência e de atendimento às ocorrências registradas durante grandes eventos. “Vamos dar um bom exemplo ao mundo, reforçando o acolhimento e os cuidados com a segurança tanto dos torcedores quanto de todos os envolvidos nos certames”, destacou Paulo Régis. A Resolução CNJ n. 662/2025 determina que a atuação dos Juizados Especiais do Torcedor e dos Grandes Eventos ocorra de forma integrada com Ministério Público, Defensoria Pública, órgãos de segurança e demais integrantes do Sistema de Justiça. Os juizados devem funcionar em regime de plantão durante os eventos, preferencialmente em postos físicos instalados nos próprios locais. Na prática, a estrutura permite que ocorrências registradas durante as partidas recebam encaminhamento imediato. Entre as atribuições estão a atuação preventiva, o processamento e julgamento dos crimes de sua competência, a realização de audiências de conciliação e a análise de medidas urgentes de proteção a mulheres, idosos, crianças e adolescentes. A experiência de São Paulo mostra algumas das possibilidades dessa atuação integrada. No estado, o Juizado Especial do Torcedor e de Grandes Eventos trabalha em conjunto com Polícia Judiciária, Ministério Público, Polícia Militar, administradores dos estádios e demais instituições. As ações começam antes das partidas, com reuniões e planejamento, e podem prosseguir depois dos jogos, com investigações e outras providências decorrentes das ocorrências registradas. Sala Lilás Outra frente da preparação é a instalação das Salas Lilás nos estádios. O espaço é destinado ao atendimento humanizado e especializado de mulheres, crianças, adolescentes e outros grupos vulneráveis vítimas de violência no contexto dos grandes eventos. A estrutura deve oferecer ambiente seguro, acolhimento psicológico, suporte jurídico e encaminhamento à rede de proteção. “Para a Copa do Mundo Feminina, a atenção a esse serviço é reforçada para enfrentar a violência de gênero. Qualquer mulher que sofra algum tipo de violência durante a jogo deve ser acolhida em espaço protegido no próprio estádio onde recebe as primeiras orientações e os encaminhamentos necessários”, ressaltou o conselheiro. Porto Alegre, uma das cidades-sede da Copa, conta com Salas Lilás nos dois principais estádios da capital. As estruturas estão associadas à atuação do Juizado do Torcedor e Grandes Eventos da comarca. No sábado (10/10), o Juizado estará presente no amistoso entre as seleções femininas do Brasil e da Argentina, no Beira-Rio. O estádio será uma das sedes da Copa de 2027. Em Recife, onde a Arena de Pernambuco receberá sete partidas do Mundial Feminino, o Tribunal de Justiça (TJPE) também iniciou a articulação para a competição. Está prevista reunião entre representantes do Juizado do Torcedor e da Federação Pernambucana de Futebol para tratar das questões relacionadas aos jogos e avançar na preparação local. Oito cidades-sede A Copa do Mundo Feminina da FIFA será disputada de 24 de junho a 25 de julho de 2027 e o Brasil é o primeiro país sul-americano a sediar o campeonato. Além do Mineirão, em Belo Horizonte, os jogos serão realizados no Estádio Nacional, em Brasília; Arena Castelão, em Fortaleza; Beira-Rio, em Porto Alegre; Arena de Pernambuco, em Recife; Maracanã, no Rio de Janeiro; Arena Fonte Nova, em Salvador; e Arena Itaquera, em São Paulo. A abertura será realizada em 24 de junho, no Maracanã, com a estreia da seleção brasileira. O estádio do Rio de Janeiro também a final da competição, marcada para 25 de julho. Texto: Margareth Lourenço Edição: Sarah Barros Agência CNJ de Notícias Número de visualizações: 37
07/10/2026 (00:00)
© 2026 Todos os direitos reservados - Certificado e desenvolvido pelo PROMAD - Programa Nacional de Modernização da Advocacia
Pressione as teclas CTRL + D para adicionar aos favoritos.